15.6.05

Visto

Os últimos dias de Shopie Scholl
É um filme interessante. Fiquei com mais uma prespectiva sobre a segunda guerra que ainda não tinha ouvido falar e que ainda não me tinha questionado. O filme retrata em parte um grupo de resistência interna alemã chamado "Rosa Branca" por parte de estudantes universitários. Sophie Scholl fazia parte do grupo. Era a única mulher no grupo. Ela e o irmão são descobertos a distribuir panfletos na universidade contra o regime nazi e são denunciados pelo director da faculdade e presos pela gestapo. Seguem-se uns diálogos de uma intensidade psicológica forte entre ela e o seu carcereiro da gestapo, primeiro ela mente e depois ao saber que o seu irmão tinha assumido tudo abre jogo e diz tenho orgulho no que fez e que não está arrependida. O oficial da gestapo ainda lhe oferece uma hipótese para ela se escapar à pena de morte à qual ela (ingénuamente, a meu ver) recusa em prol dos seus ideais. São guilhotinados ela e os restantes membros da Rosa Branca. É bem patente aqui para mim uma certa frieza e distanciamento nórdico no modo de encarar a morte, nas despedidas, nos gestos de apoio entre eles. O sofrimento e o desespero são vividos em solidão e em breves momentos, como se não pudessem aguentar mais.